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Especial

Folha do IIES | 19

[ quarta-feira, 18 de novembro de 2009 | 0 comentários ]

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Folha do IIES | 18

[ terça-feira, 3 de novembro de 2009 | 0 comentários ]

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Folha do IIES | 17

[ segunda-feira, 26 de outubro de 2009 | 0 comentários ]

EDIÇÃO-17

 

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Garota Infernal

[ sábado, 24 de outubro de 2009 | 0 comentários ]

CINEMA-17

Há motivos de sobra para você assistir esse terror adolescente. Nele você vai encontrar além de pitadas de comédia e punhados de sexualidade, a incrível e maravilhosa Megan Fox.
Mas não vá se empolgando muito ainda. Se tudo o que você sabe sobre o projeto é que Megan Fox foi fotografada saindo pelada de um lago, é melhor ir se acalmando, pois aquelas imagens não estão no filme. A cena em questão mostra Jennifer (Fox) nadando nua, mas tudo bem de longe, evidenciando apenas seus contornos. Aliás, o que a srta. Fox mais faz neste filme é insinuar, desde a primeira sequência, em que ela está na sua cama, de shortinhos minúsculo e decote generoso. Nada como ter 23 anos e o superpoder de desafiar a gravidade.
No filme, Jennifer desponta como a líder de torcida desejada e conhecida por todos da sua pequena cidade. Ela sabe que é gostosa e agora quer se aventurar com os caras da “cidade grande”. A oportunidade perfeita acontece quando um grupo de rock vai tocar por lá. Lápis no olho, franja na cara e uma música chiclete para embalar a galera. Jennifer fica hipnotizada pelo vocalista (Adam Brody) e mal consegue reagir quando o lugar começa a pegar fogo. Lá fora, depois de ser salva pela sua melhor amiga, Needy (Amanda Seyfried), a morena ainda não sabe o que fazer e é facilmente levada para a van do grupo, para o desespero da amiga.
O que acontece depois disso, o público só vai ver depois, mas como é algo que estava em todas as sinopses vale contar: (sim, Spoilers adiante) Jennifer é levada para o meio da floresta, onde é oferecida em um ritual satânico. Porém, o que a banda não sabe é que a moça não é virgem há muito tempo e por isso nem tudo sai conforme o planejado. O demônio se apossa, então, do corpo de Jennifer, que fica ainda mais linda e, literalmente, poderosa. Mas isso só dura enquanto ela está com o tanque cheio de sangue. Se ela fica muito tempo sem comer alguém, sua pele e cabelos começam a ficar secos e seu humor... bom, imagine algo como um demônio na TPM.
Garota Infernal segue algumas regras dos filmes de terror com adolescentes, em que sexo e morte estão intimamente ligados. Mas é nos diálogos afiados e cheios de referências pop escritos por Diablo Cody que ele se diferencia. Nada como ouvir um roqueiro satanista perguntando para o outro: “Você quer ser um grande perdedor ou quer ser rico e impressionante como o Maroon 5?”
Além disso, o filme conta com músicas moderninhas, que devem agradar ao público jovem, e a cena que deve ficar na memória de muita gente: o beijo entre Jennifer e Needy. De resto, é um terror que não mete medo; uma lenda sobre duas BFFs que acabam seguindo caminhos opostos. Enfim, não é um “it movie”.

CRÍTICAS
Parece que Diablo Cody errou  mesmo a mão no roteiro Garota Infernal, isso porque as críticas que o longa vem recebendo após a sua exibição no Festival de Toronto não são nada boas e até mesmo Megan Fox, que vive a protagonista da história, disse que se sentiu confusa com o script.
Fox comentou que, em alguns dias no set das filmagens, ela perguntava para a diretora: “O que essa p** significa?”. Sem saber o que responder, a cineasta falava para continuar filmando mesmo sem entender. Algumas das falas que foram questionadas pela atriz foram: “Você é tão gelatina, tão gelatina verde-limão”, “Como você está, Vagisil?” e, para finalizar, em uma cena um personagem diz: “Jesus Batata-Frita”.
Segundo o site Risky Biz Blog, as afirmações da atriz podem ter sido uma brincadeira, já que Fox tem mostrado seu senso de humor em várias entrevistas.
A trama segue uma adolescente que, ao ficar possuída, começa a matar os rapazes de uma pequena cidade.

 

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Folha do IIES | 16

[ terça-feira, 20 de outubro de 2009 | 0 comentários ]

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Entrevista: Orlando Silva

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Não é só o nome que Orlando Silva, ministro dos Esportes,tem em comum com aquele que, nos anos 40, foi chamado de “o cantor das multidões”. O ministro também adora soltar a voz. Ele cantou em Copenhague, na Dinamarca, para festejar a escolha do Rio como sede olímpica. Depois, repetiu a dose em um bar de Brasília

 

O senhor costuma cantar em bares?
Normalmente, só canto em casa. No meu aniversário, no da minha mulher, da minha filha... Sempre junto os amigos para fazer um som.

 

Qual é seu estilo?
Gosto de música mineira, baiana e de sambas, especialmente os da velha-guarda.

 

Já estudou música?
Eu tocava corneta na banda do colégio. No meu último aniversário, minha mulher me deu um trompete.

 

Sabe tocá-lo?
Comecei a tomar aulas, mas tive de parar por causa da agenda de ministro, que é muito cheia. Agora, só brinco um pouco nos fins de semana.

 

Já cantou para o presidente Lula?
Uma vez, no Alvorada, ele disse: “Seu nome não é Orlando Silva? Canta aí”. Cantei Rosa, do Pixinguinha. É assim, ó: “Tu és divina e graciosa, estátua majestosa do amor...”

 

E ele gostou?
Na hora, eu esqueci a letra. Tentaram me ajudar, mas a música é difícil. No fim, ele disse: “Foi mal. Treine mais para a próxima vez”. Levei o Troféu Abacaxi, igual àquele do Chacrinha, lembra?

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Felipe Pradella: culpado ou heroi?

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Ninguém saiu ileso. O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) prometia transformar a educação e gerar um sistema mais justo e transparente para escolher os alunos mais capazes de frequentar as universidades brasileiras. Em vez disso, tornou-se um festival de trapalhadas que lembra um filme de pastelão. Quem consegue acompanhar a complexa trama que precedeu e se seguiu no vazamento da prova chegará a uma conclusão inescapável: uma quadrilha de amadores atrapalhou a vida de 4,1 milhões de estudantes, revelou a fragilidade do sistema de segurança das provas, convulsionou o calendário educacional brasileiro e trouxe embaraço para as autoridades - tanto aquelas que sonhavam em criar um novo vestibular mais justo quanto os investigadores da polícia cuja missão é simplesmente prender os culpados.
Na revista Época do dia 12 de outubro, um dos indiciados pelo roubo do Enem contou sua versão dos fatos relativos ao vazamento do exame. Felipe Pradella, corretor de imóveis, de 32 anos, pareceu não ter noção da gravidade da situação em que se envolveu. Na entrevista, ele contou que era contratado como conferente, mas não tinha uma função específica. “A gente embalava caixas, conferia mercadoria, retirava pallets, que é onde ficam as provas lacradas”, disse.
Segundo Pradella, tinha aproximadamente 40 pessoas sem função definida e todos tinham acesso à prova. “A gente não tinha um local específico para ficar e para trabalhar. Só na impressão a gente nem passava perto”. O corretor ainda revelou à revista, que havia instruções de segurança da gráfica, “Não podia entrar com celular e bolsa. No dia em que o rapaz contratou a gente, disse: ‘Não pode falar em bares e lanchonetes, não pode divulgar o que vocês estão trabalhando’. Fui saber no segundo ou terceiro dia que era o Enem.” Mesmo com as instruções, Pradella disse que esquecia muitas vezes, e entrava com o celular, e alguma vez chegou até a atender uma ligação dentro da empresa. Assim como ele, os outros colegas de trabalho também atendiam as ligações, já que não tinha ninguém vigiando. A repórter da revista, AnnaAranha, ainda perguntou para o indiciado se faziam os funcionários eram revistados na entrada e na saída, a resposta foi seco e áspera, “Nunca teve.”
Pradella foi questionado sobre como percebeu que a prova poderia ser vazada, e respondeu: “Na hora em que ela chegou na minha mão e contei para o meu amigo, o Gregory (o DJ Gregory Camillo). Ele falou: ‘Como arrumou?’. Eu falei: ‘Foi o moleque que trabalha lá (Felipe Ribeiro) que me deu’. Ele disse: ‘Isso dá o maior furo jornalístico, vamos divulgar’. Eu falei: ‘Se está comigo, com quantas pessoas não está? Vamos fazer uma denúncia’. ‘Vamos, dá até para ganhar um dinheiro’.” O corretor revelou que recebeu a prova quando já estava indo embora do serviço do Felipe Ribeiro, contou ao amigo Gregory que se interessou ao descobrir que ele tinha uma prova do Enem na bolsa. Foi então que Gregory decidiu pegar a prova e fazer contatos. No dia seguinte, ele pegou Pradella e levou à pizzaria de outro amigo (Luciano Rodrigues), com quem contariam com a ajuda. Quando Luciano viu, falou: “O negócio é sério, dá para vocês fazerem um furo legal”. Segundo Pradella, o dono da pizzaria entrou em contato com muitas pessoas, “Ele ligou para um monte de gente. Acho que já ligou para a Renata (Cafardo, repórter de O Estado de S. Paulo, jornal que divulgou o vazamento da prova). Ele anotou um monte de telefones e deu na mão do Gregory”.
Questionado sobre quando foi o contato com a imprensa, Pradella revelou, “Eu estava na casa da minha namorada, ele ligou e disse: ‘Vem para cá, a gente precisa conversar’. Já tinha entrevista com um fulano. A gente encontrou três pessoas, até um rapaz da Globo (Editora Globo, um repórter da revista Época). O primeiro contato foi com o rapaz da Record. Eu cheguei e eles (Gregory e o repórter) já estavam conversando. O cara estava falando: ‘R$ 500 mil é um negócio interessante, interessa para mim, vou entrar em contato’. O Gregory deu um telefone para ele.”
Depois de conversas com repórteres e do jornal O Estado de S. Paulo, Pradella voltou para casa e, na entrevista, revelou como foi a reação dele quando saiu a primeira reportagem, “Acordei cedo na minha namorada, 8 horas, passou no jornal, na TV. Eu estava tomando café, quase engoli o copo. ‘Vazou informação...’ ‘Dois rapazes...’ Quase morri do coração. Primeiro, fiquei revoltado, passou na TV que melou o Enem e eu vi minha foto. Pensei: ‘Meu Deus, eles falaram que iam comprar uma informação, não entendi’. Liguei para o Gregory e falei: ‘Meu, você viu o que ela fez?’. E ele disse: ‘Depois te ligo não posso falar no telefone’. Desligou. Liguei à tarde, ele não atendeu mais.
A intenção de Pradella, poderia ser boa, dependendo do ponto de vista. “Consegui o que queria, delatar o fato ocorrido. Mas eu queria ter ganhado o mérito. O que apareceu foi o contrário. Queria ter aparecido como o cara que fez uma denúncia, que salvou um monte de alunos.”
Em resposta à pergunta da repórter, se ele achou que estava ajudando, Pradella afirmou, “Achei não, eu ajudei os alunos. Se fosse depois da prova, do que ia adiantar? Um monte de gente ia passar por uma fraude. Mas não foi esse mérito que eu ganhei”.
Realmente o crédito não foi concedido a ele, porém se eles não tivessem feito isso, teriam outras pessoas conseguido roubar um exemplar da prova para fazer uma ‘boa ação’ provando que havia possibilidade de fraude?

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